A pandemia da covid-19 provocou profundos impactos sociais, econômicos e sanitários em todo o Brasil. No Semiárido cearense, esses efeitos foram ainda mais intensos em razão das vulnerabilidades históricas enfrentadas pelas populações rurais, especialmente no acesso aos serviços de saúde e à informação qualificada. Nesse contexto, a comunicação desempenhou um papel estratégico na disseminação de orientações de prevenção e proteção, embora grande parte das informações disponíveis não dialogasse com a realidade das famílias agricultoras.

Diante desse cenário, o Instituto Antônio Conselheiro (IAC), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), desenvolveu a ação emergencial Cuidar da Vida no Semiárido, voltada à prevenção, ao enfrentamento e à mitigação dos impactos sanitários e socioeconômicos da pandemia em comunidades rurais dos municípios de Quixeramobim e Quixadá. O projeto priorizou famílias em situação de maior vulnerabilidade e promoveu ações de comunicação contextualizadas à realidade do Semiárido, alinhadas às recomendações dos órgãos de saúde. A iniciativa também contou com a colaboração de profissionais da saúde e de residentes em Saúde Pública, contribuindo para ampliar o acesso das populações rurais do Sertão Central do Ceará a informações confiáveis sobre prevenção, cuidados e enfrentamento da covid-19.