Com o intuito de incentivar a circulação de conhecimentos úteis entre agricultores e agricultoras familiares, facilitando o acesso a saberes, boas práticas e experiências inovadoras no meio rural do Sertão Central, o IAC, com apoio do Programa Semear — iniciativa do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), executada pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e com apoio da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID), por meio do Programa Gestão do Conhecimento em Zonas Semiáridas do Nordeste do Brasil — desenvolveu o Projeto Inovando em Agroecologia.

O projeto teve como objetivo difundir práticas e inovações agroecológicas de convivência com o Semiárido em cinco municípios do Sertão Central, por meio da realização de intercâmbios e trocas de experiências sobre gestão sustentável e comercialização solidária. As ações foram protagonizadas por agricultores e agricultoras familiares do município de Capistrano, que compartilharam seus aprendizados com outras comunidades rurais da região.

Esses momentos de intercâmbio, facilitados pelas próprias famílias camponesas, fortaleceram a apropriação de tecnologias sociais de desenvolvimento local. Neles, os(as) agricultores(as) comunicaram suas experiências, dialogaram com outros(as) produtores(as) e construíram coletivamente novos aprendizados, contribuindo para melhorias nas áreas produtivas e para o fortalecimento das relações comunitárias.

O público estratégico da proposta foi composto por oito núcleos de agricultores e agricultoras familiares do município de Capistrano, responsáveis por compartilhar suas experiências. Já o público-alvo reuniu 75 famílias beneficiárias do Programa Uma Terra Duas Águas (P1+2), nos municípios de Senador Pompeu, Quixeramobim, Quixadá, Ibaretama e Choró, no Sertão Central, que participaram das visitas e intercâmbios.

Além das visitas às áreas de produção, os participantes também conheceram a experiência da Feira Agroecológica do Benfica, realizada quinzenalmente em Fortaleza. Reconhecida como o primeiro espaço público de comercialização agroecológica da capital cearense, a Feira resistiu às limitações das políticas públicas voltadas à produção e comercialização da agricultura familiar, ao mesmo tempo em que ofereceu alimentos saudáveis, produzidos com respeito ao meio ambiente e aos(às) trabalhadores(as) rurais. A iniciativa contribuiu diretamente para a saúde da população e para a preservação dos recursos naturais, promovendo ainda cultura, educação ambiental e atividades pedagógicas com o apoio de voluntários(as) e instituições parceiras comprometidas com a qualidade de vida e a sustentabilidade.