Comunicadoras e comunicadores das entidades executoras de ATER e de tecnologias sociais do Projeto Sertão Vivo Ceará participaram em Fortaleza (CE), do Encontro de Comunicação e Resiliência Climática no Semiárido Cearense. Realizado no Complexo Estação das Artes, o encontro reuniu profissionais que atuam diretamente na comunicação das ações do Projeto, com o propósito de integrar experiências, promover diálogos e construir coletivamente estratégias de comunicação para o Sertão Vivo no Ceará. 

O encontro colocou em debate o papel da comunicação na construção de narrativas e na disputa de sentidos sobre os territórios e as experiências vividas pelas comunidades. As reflexões apresentadas nos painéis provocaram um olhar para o papel das organizações da sociedade civil na construção de narrativas capazes de romper padrões, aproximar pessoas e transformar conhecimentos em ferramentas de diálogo e mobilização social. Nesse percurso, também ganhou espaço a reflexão sobre a história oral, a memória e a valorização dos saberes produzidos nos territórios.

A discussão dialogou ainda com as reflexões do filósofo Byung-Chul Han, especialmente a partir do livro Não-coisas: Reviravoltas do mundo da vida, que problematiza uma sociedade em que a informação e o digital passam a ocupar cada vez mais espaço em nossa relação com o mundo. A provocação ajuda a pensar os desafios de uma comunicação que não se limite à produção de conteúdos e narrativas vazias, mas que mantenha sua conexão com aquilo que é concreto e vivido: as pessoas, os lugares, os modos de vida, os saberes, as práticas e as relações que dão sentido aos territórios. Para a comunicação do Sertão Vivo Ceará, esse olhar significa colocar as experiências das comunidades no centro, buscando uma linguagem acessível, próxima e capaz de fazer sentido para quem vive o Semiárido.

O Instituto Antônio Conselheiro (IAC) é uma entidade executora das ações de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) do Projeto Sertão Vivo Ceará nos municípios de Canindé, Caridade, Boa Viagem, Itatira, Madalena e Paramoti.

Ao longo de dois anos, 2.421 famílias agricultoras serão acompanhadas por meio de ações contínuas de assistência técnica, formação social e produtiva, fortalecimento das práticas agroecológicas e incentivo à gestão sustentável dos recursos naturais. 

No âmbito da implementação de tecnologias sociais de acesso à água para consumo humano e produção de alimentos, serão construídas 126 cisternas calçadão, 140 cisternas de placas de 16 mil litros e 29 cisternas escolares nos municípios de Potiretama, Morada Nova, Pereiro, Jaguaribe, Jaguaribara, Iracema, Alto Santo e Ereré.