A equipe de Assistência Técnica e Extensão Rural do Instituto Antônio Conselheiro (IAC), no âmbito do Projeto Sertão Vivo Ceará, participou entre os dias 9 a 11 de junho, em Quixeramobim (CE), de capacitação voltada à construção de estratégias de atuação para a convivência com o Semiárido que serão implementadas junto às famílias e comunidades acompanhadas pelo projeto no território Sertão de Canindé.
O encontro teve como objetivo qualificar a equipe para a implementação das ações do Sertão Vivo, promovendo reflexões sobre as características sociais e produtivas do território, o desenvolvimento de metodologias participativas e a construção de estratégias que fortaleçam a equidade de gênero, raça e geração em todas as etapas da iniciativa.
Durante a programação, as equipes participaram de atividades de estudo, análise territorial, troca de experiências e planejamento coletivo, além de visitas de campo a iniciativas de convivência com o Semiárido, saneamento rural, quintais produtivos e sistemas agroflorestais conduzidos por mulheres quilombolas, experiências que contribuem para o fortalecimento de práticas sustentáveis e inclusivas no Semiárido.
O PROJETO
No âmbito da ATER, serão beneficiadas 2.421 famílias agricultoras em seis municípios: Canindé, Caridade, Boa Viagem, Itatira, Madalena e Paramoti. O IAC desenvolverá, junto às famílias beneficiárias, ações contínuas de acompanhamento técnico, formação social e produtiva, fortalecimento das práticas agroecológicas e promoção da gestão sustentável dos recursos naturais.
Essas iniciativas contribuirão para o fortalecimento da resiliência socioambiental do território, por meio da recuperação de áreas degradadas, da ampliação da cobertura vegetal, da conservação da biodiversidade e do uso sustentável dos recursos naturais, promovendo melhores condições de vida para as famílias rurais.
O Projeto Sertão Vivo é uma realização do Governo do Ceará, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Fundo Verde do Clima e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).

